Mês a mês

Decidi criar este espaço dentro do blogue para escrever, todos os meses, um pouco do que me habita. Histórias, pensamentos, impressões. Um exercício de partilha e de companhia, porque acredito que as palavras podem aproximar-nos.

Agosto 2025

cartas de amor

Cartas de amor quem as não tem? Pergunta a canção. Pessoa diz que todas as cartas de amor são ridículas. Camões tentou definir esse nobre sentimento. Mas como ele próprio o disse é algo muito contraditório.

Hoje em dia já ninguém escreve cartas, muito menos de amor. Atualmente com as tecnologias trocam-se mensagens por sms, por emails, fala-se no chat e no meio das palavras inserem-se  emojies e muitos corações.

O amor pode ser uma coisa muito bela, mas todos sabemos que também causa desgosto e amargura. Em tempos idos as cartas de amor eram a forma de manter contacto entre os amantes, entre os casais, principalmente quando a distância era muita. A espera pelo carteiro trazia sempre muita esperança ou muita deceção quando as missivas não chegavam. E ainda havia a dificuldade na leitura, pois havia muito analfabetismo. É lembrar a “Morgadinha dos Canaviais” de Júlio Dinis que lia a todos os que lhe pediam e assim ficava confidente dos amores dos seus conterrâneos.

Descobri no meio das coisas da minha mãe, após a sua morte, cartas que o meu avô escreveu à minha avó quando estava a trabalhar em Lourenço Marques e que eram remetidas para a aldeia.

Fiquei deliciada, não só com a caligrafia, mas com o conteúdo.

Uma reza assim:

“Vae fazer quinta-feira 15 dias que não recebo noticias tuas e eu quero-as toudas as quintas feiras. Esta já faz 3 que daqui te envio e não terei descuido em te escrever toudas as segundas que é quando d’aqui sae correio e chega quartas e recebemos quintas. O dinheiro mais bem empregue é o das cartas nossas.”

Julho 2025

começou com a finalização da correção e entrega dos exames nacionais, da 1.ª fase, do 12.º ano de português.

Depois tive o meu primeiro retiro literário. Foi na Herdade da Barroca de Baixo, em Montemor-o-Novo. Um espaço magnífico para relaxar, com boa gastronomia e muita simpatia. Foram uns dias maravilhosos, não só pela companhia, mas sobretudo por aquilo que nos une – autores, livros, leitura e escrita. Podem ver a reportagem na minha página de Facebook, aqui: https://shre.ink/x1zB

O grupo do retiro visto pela lente da Isa Silva

O grupo do retiro visto pela lente da Isa Silva

  e aqui: https://shre.ink/x1R4 

Assisti ao lançamento do livro “A Confissão da defunta” de Gabriela Relvas, apresentado por Filipa Fonseca Silva, na livraria Almedina, do Rato. Podem ver algumas fotos e o meu comentário à leitura da obra no link: https://shre.ink/x1Rc 

E chegou a vez de fazer a apresentação do meu livro “Rocamb(ur)lescas” em Tábua. 

A reportagem pode ser consultada em: https://shre.ink/x1ED

Mas para os leitores desta minha página deixo mais fotos e vídeos que ilustram a bela tarde que vivi e que guardarei na minha memória.

Os vídeos foram gravados longe, o som não está muito percetível.